
Objetivo 13: Ação Climática
A Declaração Indígena – A Sobrevivência Depende Disso
POR JESSICA JURKSCHAT
3 SEP 2025
Com a aproximação da COP30 em Belém, no coração da Amazônia, líderes indígenas emitiram uma mensagem poderosa ao mundo: a justiça climática não pode existir sem a justiça indígena.
Esta é a Declaração Política dos Povos Indígenas, um ousado chamado à ação dos guardiões da Bacia Amazônica e dos diversos biomas brasileiros. Não são apenas palavras no papel. É um projeto para a sobrevivência da humanidade.
O que a Declaração Exige

Os Povos Indígenas não estão pedindo educadamente; eles estão insistindo no que é justo e necessário:
Território protegido, agora e para sempre. Todas as terras indígenas devem ser reconhecidas, demarcadas e protegidas da extração e destruição, especialmente para os Povos em Isolamento Voluntário.
Um assento à mesa. As vozes indígenas devem moldar todos os níveis de tomada de decisão, nacional e globalmente. Nenhuma política climática deve ser decidida sem elas.
Acesso direto ao financiamento climático. O financiamento deve fluir diretamente para organizações lideradas por indígenas, garantindo autonomia e impacto onde mais importa.
Um fim às falsas soluções. A exploração disfarçada de "desenvolvimento" deve dar lugar a caminhos liderados pela comunidade, renováveis e regenerativos.
Por que é importante

A Amazônia está próxima de um ponto crítico. Desmatamento, incêndios e indústrias extrativas estão levando a maior floresta tropical do mundo e o sistema climático global ao colapso. No entanto, os povos indígenas, que representam menos de 5% da população global, protegem 80% da biodiversidade remanescente.
A Declaração é clara: sem a tutela indígena, não há futuro.
Um ponto de virada na COP30

Pela primeira vez na história, a conferência climática mais importante do mundo acontecerá na Amazônia. A COP30 será sediada em Belém, uma cidade às margens do grande rio, no coração de um território indígena. Este momento é importante. A Amazônia é um dos ecossistemas mais críticos da Terra, regulando os padrões climáticos, absorvendo carbono e abrigando uma biodiversidade extraordinária. Sua saúde está diretamente ligada à saúde do nosso planeta.
Realizar a cúpula em Belém coloca os tomadores de decisão exatamente no cenário onde as consequências das mudanças climáticas já estão se manifestando. A Amazônia está sob imensa pressão do desmatamento, da mineração e da agricultura industrial. As decisões tomadas aqui ecoarão muito além do Brasil, moldando o futuro da floresta e, com ele, nossa segurança climática coletiva.

Igualmente significativa é a liderança dos Povos Indígenas. Por gerações, eles têm sido guardiões da terra, preservando a biodiversidade e protegendo a floresta, apesar dos enormes desafios. A Declaração de Belém exige que seu papel seja reconhecido não como participantes secundários, mas como protagonistas centrais na ação climática. Suas vozes e conhecimentos são indispensáveis para protegermos a Amazônia e enfrentarmos a crise climática.
Com a COP30 na Amazônia, o debate global sobre o clima se baseia na floresta, que é fundamental para a sobrevivência do nosso planeta.
Juntos pela Justiça
A Declaração Indígena fala por todos nós. Ela demonstra que a verdadeira sustentabilidade depende da soberania e que os guardiões que cuidam da Terra há milênios devem liderar o caminho a seguir.
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Leia a Declaração na íntegra e demonstre seu apoio aqui.